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20 de Outubro de 2019

A lição de Henry Ford: empregado não é colaborador, é empregado

Uma reflexão para quem quer negar o inafastável conflito de classe no Direito do Trabalho.

Jota Info, Jornalista
Publicado por Jota Info
há 11 meses

Não duvido que em algum momento próximo a CLT venha a ser substituída por outro diploma, talvez uma CLC, a “Consolidação das Leis do Colaborador”. Pois agora, nesses tempos que correm, muitas empresas decidiram que seus trabalhadores não podem mais ser chamados de “empregados”, mas sim de “colaboradores”. Algumas vão mais além e tratam os seus subordinados como “parceiros”.

Nada é tão emblemático do anseio reacionário de derruição do Direito do Trabalho quanto a tentativa algo patética de empregadores de quererem fazer acreditar que a relação de emprego não é uma relação de subordinação (verticalizada), mas sim de colaboração (horizontalizada). Colaborar, na etimologia latina, significa trabalhar lado a lado. Nesta novilíngua, patrões e empregados estariam assim em uma “parceria”, em comunhão total de interesses, “laborando conjuntamente”. A filosofia subjacente, divulgada inclusive em manuais fajutos de recursos humanos, é de que o patrão é também trabalhador e o trabalhador é igualmente um “sócio” informal da empresa.

Ora, as palavras têm sentido. Muito da interpretação jurídica, aliás, não passa de mera disputa de sentido semântico. O discurso linguístico nunca é neutro e embute, é claro, uma ideologia. A utilização da expressão “colaborador” não é aleatória ou acidental. Ela se contrapõe a “empregado”, voz passiva do verbo empregar, ou seja, aquele que é usado, submetido em sua vontade por outrem. A lógica do eufemismo é claríssima: disfarçar ou suavizar a condição de subordinação e exploração (lícita) do trabalhador.

Não é coincidência que a terminologia surja neste momento em que o legislador procura impulsionar “formas alternativas” (e eu diria eufemísticas…) de contrato de trabalho e em que a jurisprudência vem aceitando bovinamente a desnaturação e reclassificação de relações fático-jurídicas de claríssima subordinação, como é o caso da absurda decisão monocrática do ,inistro Luis Roberto Barroso na ADC 48.

Ou seja, o direito legislativo e jurisprudencial, por via oblíqua, quer estabelecer que o empregado não é empregado. Mas as palavras, mesmo quando sequestradas, não mudam a natureza das coisas. Como lembra Ferdinand Lassalle no clássico “A Essência da Constituição”, se colocarmos uma placa sobre uma figueira dizendo que aquela árvore é uma macieira, dela não brotarão maçãs.

Por isso, não é necessário ser sociólogo para perceber que o vocábulo “colaborador”, criado pelo patronato e não pelo coloquialismo da classe trabalhadora (que no Brasil gerou o termo “peão”), tem evidente caráter alienante, para que o trabalhador não perceba a existência da divisão de classes e de sua posição subalterna; para que não seja lembrado semanticamente de que os seus interesses chocam-se inevitavelmente com o do empregador; para que ele não reconheça a peculiaridade de sua condição de trabalhador sujeito a ordens e a disciplina; para que, enfim, não note a sua identidade “proletária” e, em razão de seu status, não se solidarize (via sindicalização) com os seus iguais.

Porque, afinal, o sindicato só serve para atrapalhar a “parceria”, a aliança de “co” “laboração” entre patrões e empregados. Estou ciente, é claro, da crítica ao conceito de “proletariado” como uma ficção sociológica, mas o utilizo aqui para designar a percepção muito concreta de que os trabalhadores têm de pertencimento a uma mesma categoria ou profissão.

É evidente que não estou aqui defendendo que o empregado deva agir como “inimigo” ou “adversário” do empregador. “Consciência de classe” não significa “luta de classes”. O que defendo aqui, pois, é o liberalismo do interesse bem compreendido de Tocqueville, e não uma fórmula marxista de tomada de poder pelo proletariado.

Por isso, creio, realmente, que os trabalhadores possam e devam ver a empresa como uma entidade que, de alguma forma limitada e em certo sentido, também lhes pertence, já que são parte fundamental da produção de sua riqueza. E, consequentemente, claro, devem trabalhar com dedicação e seriedade para que os negócios do patrão prosperem, pois isso lhes beneficiará (pelo menos em tese), com a manutenção do emprego e progressão salarial. Institutos como a participação nos lucros foram oportunamente criados dentro desse propósito.

Leia artigo completo de Cássio Casagrande, na coluna "O mundo fora dos autos".

161 Comentários

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Posso atestar que a questão de ser empregado ou colaborador está muito mais na visão do funcionário do que do patrão. Acho justíssima a divisão proporcional de lucros, desde que nesse conceito se inclua a divisão proporcional de prejuízos.
Colaborador incentivado, produz mais e melhor, mas o protecionismo que só cria insatisfeitos e maus empregados, deve também acabar. continuar lendo

Com devida venia, esta é típica frase eufemística que o texto combate. "testar que a questão de ser empregado ou colaborador está muito mais na visão do funcionário do que do patrão".

tive o prazer de laborar em shoppings ou lojas de grandes departamentos em cargo assalariado por 24x7 em finais de ano e te digo que a situação é depressiva.

Posso te assegurar também que nestes lugares se tem alguém que todos os dias "motiva" os "protegidos" todos os dias e os chama de "colaboradores e parceiros" é o próprio gerente ou patrão direto dos empregados.

A maioria é tao necessitada para trabalhar que não percebem a sutil transformação da nomenclatura, tanto o é, que tal nomenclatura foi pensada pelos empregadores... continuar lendo

Gerente é funcionário e normalmente o ícone de problemas.
Mas respeito sua opinião. continuar lendo

Verdade paulo Sergio bom comentário continuar lendo

Tudo em uma empresa gira em torno do comportamento de cada um.
Antes de me tornar empresário fui empregado por anos.
Fiz minha parte e sempre fui reconhecido.
Mas o reconhecimento segue o trabalho e nunca ao contrário. continuar lendo

concordo com a questão de divisão tanto de lucros como de prejuízos.
Penso que se o mercado trabalhista começasse a operar mais desta maneira, diminuiria sensação de exploração, tal qual distribuiria-se melhor a responsabilidade patrimonial entre todos os indivíduos que compõem a atividade empresarial.
O empregado perceberia melhor o custo de sua hora trabalhada, refletiria melhor sobre o custo de material de expediente, e agiria de modo mais pensado e maduro nas relações internas e externas.
Também seria melhor remunerado, quebrando o paradigma da tal "divisão de classes". continuar lendo

Os riscos da atividade devem ser suportados pelo empresário, esta é a cerne do capitalismo. Em todos os países capitalistas é assim, porque seria diferente aqui? Ou você tem algum exemplo de divisão de prejuízos entre empregados?
Por outro lado, não existe divisão de lucros entre empregados e empregadores, mas participação nos resultados conforme a produtividade do empregado. Normalmente, esta participação é extremamente modesta e não chega a 1% do LL. continuar lendo

Se nem executivos diregentes são responsabilizados por prejuízo. Estão por ai vários casos de executivos falindo empresas e ainda retirando bônus milionários. continuar lendo

O texto do autor é claro, excelente e bem fundamentado. Não há menção a "divisão proporcional de lucros". Coloca, apenas, cada um em seu devido lugar na cadeia produtiva. Faz outra reflexão, qual seja, "participação" nos lucros!! A reflexão que o senhor propõe (divisão proporcional de lucros e prejuízos) tem nome: sociedade ! continuar lendo

Fernando:
Essa menção está no meu comentário.
Se estivesse falando de sociedade, teria utilizado esse nome.
A divisão proporcional de lucros não seria então na sua visão, uma forma de participação?
Você já foi empresário? continuar lendo

Certo, o senhor José Roberto. Nos meus já idos tempos de um trabalhador comum (governo Getúlio Vargas e outros subsequentes), pouco havia em termos de Direitos Trabalhistas. Foi exatamente no seu governo criação da CLT. Cheguei a trabalhar (menor de idade) apenas em troca de comida e pousada e, quando recebia, não havia horas extras, FGTS, etc. Não sucumbi e, hoje ainda estou por aqui a discutir com advogados, estudantes de direito , apaixonados (como eu) pelo Direito. Hoje, até já inventaram a tal "parceria, colaborador, etc"para os empregados. Direitos eles têm de sobra, inclusive um dos mais recentes, que é o tal de "Assédio Moral" (?), onde um empregador precisa tomar muito cuidado ao falar com um empregado, pra não sofrer um "baita" processo indenizatório nas costas. Como citou o senhor José Roberto, também sou a favor do pagamento da participação nos lucros, para os empregados, porém, no caso de prejuízo, também colaborariam? continuar lendo

Perciliano:
Acredito que tudo depende do nivel cultural da nação.
Existem disparidades e costumes dos dois lados que devem ser corrigidos e isso só se consegue com educação. continuar lendo

Quando voce tem talento, gosta do que faz e faz bem, voce faz parte dos colaboradores, vira sócio, quando não tem, voce sera sempre um empregado, chefiado e não liderado até ser demitido pois é um dos primeiro da lista. É assim que funciona hoje e te digo, como é difícil encontrar pessoas de talento. Modelos da era industrial não funcionam mais no setor privado, a relação está mais para um mutualismo em um estado de interdependência fisiológica. continuar lendo

Ricardo:
Quase concordantes, apenas no que diz respeito a talentos, acho que nunca se descobriram tantos.
Essa juventude brasileira, da qual sou fã fervoroso, é muito, mas muito melhor do que fui em meus tempos de jovem.
Infelizmente, permitimos que fossem aliciados por quadrilheiros e mal informados.
Mas ainda é tempo.
Tenho certeza que o Brasil do futuro será melhor. continuar lendo

Recebo a notificação no email de artigo ideológico, lamentável jusbrasil, para piorar, um material que fala, fala e não fala nada.

Usa um título com Henry Ford e não traz nenhuma correlação, poderia ter trazido marx, ficaria mais claro e evidente.

No ambiente do trabalho, empresa, empregado, advogados, juízes e todo universo jurídico, exceto doutrinadores e pesquisadores, estão pouco se importando com a nomenclatura dos nomes, queremos verificar quem deu a mão de obra, quem explora a mão de obra e a quem cabe as responsabilidades, pronto.

Não gosta da nomenclatura, das regras, das normas, das orientações, muito simples, não trabalhe, não empregue, empreenda sozinho, gere renda pessoalmente.

O mundo, o mercado e a tecnologia não vão parar para colher as suas lágrimas, seja de empregados e seja de empregadores, e também não irão parar para ver o que o direito ou os pensadores acham de tudo isso, ela vai evoluir e vai tomar o espaço de cada um que não é protagonista, empregos estão sendo diminuídos pela tecnologia e pelas máquinas, empresas ineficientes que não geram resultados aos clientes estão sendo fechadas e nós advogados, escritórios e demais profissionais jurídicos que não gastarmos a nossa energia em atuar com qualidade seremos submergidos nesse pacote. Sejamos mais práticos, dedicados aos estudos, ao profissionalismo e mais eficiente, e paremos de perder tempo discutindo o "sexo dos anjos". continuar lendo

Excelente comentário. Totalmente o oposto do artigo. continuar lendo

Mi-mi-mi da esquerda nunca acaba. continuar lendo

"Sejamos práticos e dedicados ao estudo" é uma contradição e tanto. O que o artigo propõe é extremamente pertinente e atual. A divisão de classes, queiramos ou não, existe e as palavras também existem para nomear as coisas pelo que são. continuar lendo

O comentário de JS está muitíssimo superior ao artigo comentado. Tão superior que até peço antecipadamente desculpas a JS por esta comparação. continuar lendo

Ao ler esse tópico, fiquei feliz, nem tudo esta perdido, ainda existem pessoas sensatas que aprenderam a duras penas que o mundo não para para você se lamentar..... continuar lendo

Falou tudo.. Muito bem... continuar lendo

O texto todo está no site https://www.jota.info/opiniaoeanalise/colunas/o-mundo-fora-dos-autos/a-licao-de-henry-ford-empregado-naoecolaboradoreempregado-12112018
Nele tem, exatamente, todas as correlações com Henry Ford e vários pensadores. continuar lendo

Parabéns pela objetividade ! Necessário que todos pensem em construir uma sociedade melhor, sem dicotomias... continuar lendo

Como se pudéssemos fugir, como se todos não tivessem embutidos no inconsciente (coletivo ou individual) uma ideologia que norteia o julgamento da realidade ou do delírio... O único pensamento que não esta influenciado por uma ideologia supostamente é o meu.

Não há duvidas O sertão vai virar mar (...) Depois de encharcar as mais estreitas veredas O mar
Virará Sertão".

Não estamos preparados para o que virá, nem quem da ouvidos a profecia do pajé cauã, nem nós! Se quer estamos prontos para o que já esta ai, (para quem duvida que um sistema pode substituir completamente a razão (passional) e capacidade de analise humana, leia mais sobre (nesse site www.ibm.com/watson/) A tecnologia transformará as relações interpessoais e por consequência transformará as relações de trabalho de maneira sem precedentes, em determinadas áreas não sobrará espaço nem para os melhores. Assim como previu Alan Turing" em um determinado momento o homem não conseguirá competir com a maquina " e esse momento já chegou, enquanto isso não conseguimos perceber a influencia da inteligencia artificial (que não tem ego) nas nossas vidas muito menos da influencia que ela terá nas futuras relações de trabalho, influencia no controle das massas (e de nós também). continuar lendo

Melhor os comentários do que o texto, que simplesmente regurgita o jargão de esquerda que insiste em levantar muros numa relação que tem evoluído e pode até estar em substituição.

As empresas que tratam seus empregados como meras peças nunca atingem altos padrões de mercado, assim como os empregados que se consideram meras peças da engrenagem! continuar lendo

Como o próprio autor do texto sugere nas suas primeiras palavras "Uma reflexão..."
JS seu ponto de vista é interessante também, claro e objetivo, no entanto, não podemos imiscuir-se na reflexão proposta sem ao menos debater as ideias. Não sejamos hipócritas, a objetividade é perfeita, sim, ainda mais se aplicada no Direito, contudo, nesta mesma seara sabemos que a dicotomia entre termos, classes entre outros sempre existirá dependendo do lado que escolher ou estar a vestir a camisa.
O estudo e a praticidade é inegável a qualquer profissão, no entanto, na minha singela opinião, precisamos parar as vezes para remediar pontos para formação de uma ideia, um novo rumo, uma mudança, pois a praticidade e objetividade com o tempo sem a devida cautela e reflexão, pode ser tornar desrespeitoso, desordenado, sovado, enfim, precisamos puxar o freio de mão para discutir termos básicos sim, utilizados por exaustão, para promover mudanças, inovações. continuar lendo

Não concordo com sua opinião, o texto não pede mudanças em legislação, nem pede atenção à mudanças de nomenclatura, nem a exploração de mão de obra e suas respectivas responsabilidades.
Ele apenas atesta uma mudança no mundo corporativo, que usa artifícios para fazer com que o funcionário se sinta mais "participativo" no dia a dia da empresa, mudando o nome para colaborador, outro termo que também esta na moda é "trabalhar como se a empresa fosse sua", "ser proativo".. essas coisas, mas quando o "colaborador" é demitido, ele volta automaticamente a ser funcionário, inclusive, em alguns casos, sai das dependências da empresa acompanhado por um outro "colaborador" para se certificarem de que o demitido não cometa o "descuido" de levar nada para casa, um total constrangimento.
É por isso que me denomino funcionário, porém, com responsabilidade, qualquer coisa fora disso, para mim é mentira. continuar lendo

quem não está satisfeito por se encontrar na condição de empregado, largue o emprego, junte suas economias, verbas rescisórias, fgts, etc, e abra uma empresa, empreenda.

quem não tiver estrutura par ser seu próprio patrão, vai sentir saudades rapidinho de ter horário de trabalho, salário no dia certo, férias, remuneradas, 13º, etc etc etc. continuar lendo

Mutatis mutandis, quem não estiver satisfeito em ser patrão pode voltar a ser empregado. continuar lendo

Concordo com essa sua ponderação, Norberto.
Primeiro, tem que ter vocação e habilidade para empreender. Segundo, tem que ter 'bucho de ema' para engolir os sapos tributários e trabalhistas da burocrática estrutura brasileira, que tende a matar sempre, não só 'galinhas dos ovos de ouro', ou seja, empresas que começam a aparecer dando bons lucros crescentes, mas até 'pintinhos de ouro', microempresas que começam a ter sucesso e lucratividade. Vai lá o fisco tributário e come o que pode. Depena as aves promissoras que muitas vezes acabam morrendo pela sanha arrecadatória dos nossos fiscos de todas as esferas governamentais, sem falar nas demandas de propina. Urubus de olho na presa.
Enquanto em países que conheço como os EUA os 'pintinhos' ficam sob as asas do Estado até crescerem e consolidarem para dar boas arrecadações tributárias, aqui , mal o empreendimento começa a dar certo, vem uma cacetada tributária e mata o empreendimento.
Haja heroismo, persistência, talento e paciência para ser patrão aqui em Pindorama.
Se não for possível, trabalhe mesmo como empregado formal ou como prestador de serviços eventuais...O que puder e quiser porque, afinal, sem garantir o alimento e o teto ninguém vive. continuar lendo

Nem precisa dizer que vc não quer insitar uma luta de classes ou dizer que os empregados devem ser nossos inimigos. Como li uma outra vez z aqui na Net, Empregado, é um inimigo pago. Hoje como patrão entendo. Faço tudo certo, registro, doctos, pago hora. Mas estão sempre insatisfeito e tentando tirar dinheiro da empresa. E a cultura brasileira infelizmente. continuar lendo

E com essa justiça do trabalho quem emprega praticamente sempre perde continuar lendo

Numa boa, experiência própria.

HOJE, dia 14 de novembro de 2018. Primeiro dia do meu pai de férias no ano. Ele vai se ausentar do escritório dele até a próxima segunda-feira. Essas serão as férias dele no ano. Em parte, porque ligação de cliente, whatsapp estão aí e não param.

Os ditos "colaboradores" esqueceram de repente as regras do contrato de trabalho. Uma foi embora após o horário de almoço. Outro também nem voltou, dizendo que voltaria após resolver problemas particulares. Tivemos funcionários batendo cartão para outros antes do horário intrajornada acabar (e a respectiva funcionária que teve seu cartão batido por outra chegou mais de meia hora após o término do horário, ou seja, estão fraudando o cartão de ponto). Tem outros "colaboradores" aqui escondidos pelos cantos do escritório mexendo nos celulares. Tem funcionário que não consegue ficar 10 min sentado produzindo, levantam pra fazer qualquer outra coisa, ou pra conversar fiado entre si na cozinha. Um inventou de lanchar quando não havia passado 1h do intervalo do almoço. Imagina se eu, filha dele não estivesse aqui? Olha como são os "colaboradores" quando estão sem supervisão!

A conclusão é que os ditos "colaboradores" parecem crianças sem supervisão, que não cumprem a parte deles se o empregador não estiver vigiando. O problema é que isso é geral. Falha um dia com o salário dessa galera, como eles estão falhando em um dia de trabalho, pra ver o que acontece com o empregador. Porque com o empregado acontece nada. continuar lendo

Fernanda Borges, melhor colocar câmeras filmando tudo, coloca um cartão de ponto digital por digitais do dedo, coloca um aviso de advertência e explique isso para todos que não vão usar mais o celular em horário de serviço.
Peça para cada um comprar um celular antigo que não tenha zap, proíba smartphone no horário de serviço, ou coloque bloqueadores de celulares na sala.
Ao transgredir, coloque para assinar advertência.
Chegou tarde ou saiu cedo, coloque assinar advertência, coloque filmadoras em todo canto, no MercadoLivre existem umas centrais.
Coloque um funcionário de confiança explicar como esta sendo as leis trabalhistas, que quem perde paga o advogado.

Meu sobrinho teve sérios problemas quando começou a ajudar os funcionários e fazer vistas grossas, quase quebrou, depois implantou tudo isso acima. continuar lendo