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2 de Abril de 2020

Quantas são as mulheres negras na magistratura?

A resposta é: não se sabe. Ajufe diz que houve omissão relevante em último censo e pede que CNJ levante o dado

Jota Info, Jornalista
Publicado por Jota Info
há 2 anos

Quantas magistradas negras existem no Brasil? Onde elas estão alocadas? Para responder a estas perguntas, a Associação de Juízes Federal do Brasil (Ajufe) enviou um pedido de providências ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na última terça-feira (10/4). A associação busca justamente entender como as mulheres negras estão representadas — mais precisamente sub-representadas — na magistratura.

Segundo a Ajufe, o Censo do Poder Judiciário, cuja última realização data de 2014, tem “omissão relevante relativa à representatividade das juízas mulheres negras”, que precisa ser sanada.

++JOTA: “Um advogado pediu para que seu cliente fosse julgado por um juiz branco”

“O conhecimento e divulgação dos dados referentes às mulheres negras que integram a magistratura é condição necessária para que se conheça o perfil do Poder Judiciário na integralidade, considerando todos os critérios de relevo social, na esteira do que ocorre nos levantamentos estatísticos de institutos públicos e privados nacionais e internacionais, e se proponham políticas públicas que o aperfeiçoem e ampliem sua legitimidade democrática”, diz o documento.

A entidade também pediu que o CNJ inclua no novo questionário sobre o “Perfil Sociodemográfico dos Magistrados Brasileiros”, que começou a ser enviado a magistrados na semana passada, perguntas e resultados sobre os dados de mulheres negras no Poder Judiciário.

Leia reportagem completa.

30 Comentários

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A resposta é: ninguém se importa.
Tanto faz se os magistrados são homens, mulheres, trans, cis, brancos, pretos, verde com bolinhas.
O que importa é a qualidade de seu trabalho e o fiel cumprimento da legislação. continuar lendo

Melhor resposta. Também fico indignada em ficar separando a população em classes. E o que tem a ver se é negra ou branca, ou parda, ou amarela... O que muda nisso? continuar lendo

Vc disse tudo: ninguém se importa! Só me pergunto até quando? continuar lendo

Exato, Felipe. Esse ativismo ridículo e patético tem feito que a preocupação com qq tipo de profissional não perpasse pelas qualificações ou currículos, mas sim pela determinação biológica. Eu não quero ser atendido por alguém q está no cargo apenas pq é x ou y, e sim por alguém q tenha um currículo q o tenha colocado lá, não me importando se é ET, Avatar ou Smurf. continuar lendo

Não importa ser branca, negra, amarela, morena, etc. etc. Para ingressar como Juiz, Juíza Importa é ser portadora de: alto saber jurídico e reputação ilibada, ser bacharel em direito. Ponto final. continuar lendo

".... dico e reputação ilibada, s..." enquanto Juiz de fóruns pequenos, cresceu na carreira da a impressão que muda as regras. continuar lendo

A quem, a que causa interessa, de fato, esse dado? À da justiça certamente que não. continuar lendo

Ações afirmativas são estritamente necessárias! Entendo que a realidade é outra do qual a maioria diz que as oportunidades são iguais! continuar lendo

Desculpe, mas as cotas estão aí, supostamente, para igualar. continuar lendo

Uma igualdade formal e não material! continuar lendo

Ué, pq formal e não material? A cota dá vantagens aos negros sobre os brancos. A vantagem é bem material. Se nem assim há interessados ou capazes do mínimo q a cota exige, daí já não há mais nada a fazer. Ao invés desse 'choramingo' q visa querer q os outros resolvam essa situação da falta de interesse ou da capacitação mínima exigida pela cota para ingressar na magistratura, q tal abandonarmos os planos mirabolantes para colocar afrodescentes de qq jeito lá, e nos focarmos em exigir melhoria no ensino básico? continuar lendo